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Tabagismo: um grande vilão

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Conheça as doenças pulmonares que têm como causa principal o tabagismo

O tabagismo é responsável pelo desenvolvimento e pela perpetuação do processo inflamatório das vias aéreas, desencadeando uma série de doenças, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), as neoplasias pulmonares e as doenças intersticiais, além de agravar a evolução da asma.

“O tabagismo é o fator de risco mais importante para estas doenças, porém não é o único. Fatores genéticos, inalação de poeiras e fumaças podem estar envolvidos nestes processos. No entanto, a cessação tabágica é sempre benéfica, tanto para efeito de prevenção como para melhora da evolução de doenças já instaladas”, destaca dra. Maria Penha Uchoa Sales, presidente da Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia (SCPT) e membro da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Como em qualquer doença crônica, a especialista adverte que pacientes de doenças pulmonares devem ser informados sobre a evolução e prognóstico de sua doença, assim como sobre a necessidade de adesão ao tratamento. “Ele deve entender que podem ocorrer episódios de exacerbação, passíveis de tratamento, que não apenas melhora os sintomas, mas também aumenta a tolerância aos exercícios e oferece mais qualidade de vida”.

Outro ponto importante, explica, é conhecer os fatores de risco e evitá-los, assim como saber reconhecer os momentos de crise e quando é necessário procurar emergência médica.

Um dos fatores de risco, mesmo para quem não fuma, é a fumaça do cigarro. A irritação ocular é imediata em 80% dos casos, acompanhada de dor na garganta, dor de cabeça e tosse. Em longo prazo, o indivíduo pode apresentar também expectoração, chiado e dispneia, além de maior incidência e gravidade de asma na infância e, em menor extensão, no adulto.

Esse risco se estende para infecções respiratórias de repetição e morte súbita na infância. Para aqueles que convivem com o tabaco e não são fumantes, há um aumento de 30% da chance de desenvolver câncer do pulmão e 24% para o infarto agudo do miocárdio.

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