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Sexualidade pode ser vivida plenamente na 3ª idade

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A sexualidade sempre foi e sempre será um campo aberto de possibilidades. E mesmo sendo, em seu conjunto, uma das expressões mais variadas e complexas do ser humano, há de se dizer que se atualiza de forma automática no tempo presente, com combustíveis e mecanismos específicos para cada fase da vida na busca pela satisfação. Ainda bem, já que ao longo da vida pode haver perda na quantidade nas três fases do sexo - desejo, excitação e orgasmo. Entretanto, é necessário ressaltar a melhora na qualidade. Então, a tão famosa panela velha realmente faz comida boa?

De acordo com especialistas, o peso dos anos depende do significado que cada um lhe atribui. Para muitos, ser idoso pode ser encarado como sinônimo de sabedoria e experiência em diversos segmentos, inclusive na sexualidade. Lembre-se de que o termo (sexualidade) não é unicamente relacionado ao ato sexual, pois pressupõe amor, carinho, sensualidade, fantasia e inteligência. Então, será que a recorrência de primaveras nos rouba tudo isto? Com a palavra, o sexólogo Gerson Lopes, autor do livro “A Sexualidade e a Terceira Idade”: “É importante saber que o envelhecimento não compromete necessariamente a sexualidade. O homem é capaz de ter uma ereção em qualquer idade, tal como a mulher consegue atingir uma lubrificação adequada e chegar ao orgasmo. Estas respostas sexuais só ficarão comprometidas se o indivíduo estiver diante de um bloqueio físico ou psicossocial”.

O ser humano é um indivíduo sexuado, e o sexo é apreciado de maneiras diferentes de acordo com a etapa de vida. Existem, entretanto, de maneira geral, pessoas que tendem a pensar que o sexo pertence exclusivamente ao mundo dos jovens, relegando os indivíduos da terceira idade ao amor platônico ou à abstinência sexual completa. Este tipo de conceito faz com que exista um bloqueio da sexualidade, estabelece uma espécie de tabu e ignora o fato de sermos sexualmente ativos. “As pessoas são capazes de dar e receber prazer durante toda a vida, de maneira diferenciada, sim, mas não menos prazerosa. É fato que a maioria apresenta uma diminuição das atividades sexuais, o que não significa um decaimento da capacidade de amar”, explica o psicólogo Paulo Bonança.

Fonte: Bol

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